O desaparecimento do menino Lucas Pereira completou dois anos ontem (21). A criança, que tinha dois anos, morava em São Carlos (a 232 km de São Paulo) com a mãe e o irmão mais velho.
O pai de Lucas, Antônio Carlos Ratto, engenheiro da Petrobras que mora no Rio de Janeiro, diz que a polícia não está mais investigando. "Eles [polícia] falam que não vão desistir das buscas nunca, mas na prática não é isso que vejo", afirmou.
O delegado Geraldo Souza Filho, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São Carlos, afirma que sua equipe jamais deixou de investigar o sumiço de Lucas e que não vai desistir enquanto não encontrar o menino.
"O caso do Lucas virou uma questão de honra para a polícia de São Carlos. Tenho certeza que ele ainda está vivo e estamos trabalhando muito para encontrá-lo."
Segundo Souza Filho, as investigações mostraram que Lucas foi levado de volta para o Rio, mas não se sabe se ele permanece por lá. "Temos muitas informações sobre o caminho que ele fez desde que sumiu, mas não podemos revelar. A história é surpreendente e absurda. Quando tudo vier a tona vai ser um choque."
Ratto afirma que não tem mais contato com a mãe de Lucas, Marcelene Érika Pereira. No início, a polícia levantou a hipótese da participação dela, o que não foi comprovado. A Folha não conseguiu falar com ela.
Quando sumiu, sem que ninguém percebesse, Lucas brincava na rua com o irmão, na época com oito anos.
Fonte: www.folha.uol.com.br